
O superintendente e parte da Diretoria Executiva da Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec) estiveram no Museu de Arte e Ciência de Campina Grande (MAC). Eles participaram da primeira edição do Coquetel Molotov Negócios, movimento cultural que fortalece a cadeia produtiva da música independente, mas que na Rainha da Borborema, discutiu a importância da cultura nordestina com foco nas quadrilhas juninas. Foram dois dias de palestras, painéis e encontros com representantes locais e artistas de destaque nacional.
Sediado pela primeira vez em Campina Grande, o evento antecipou os festejos juninos e trouxe para o protagonismo todo o ecossistema da principal manifestação cultural do Nordeste e a que atrai um público cada vez maior do Brasil inteiro.
O painel de abertura trouxe o tema “Quadrilhas Juninas: Raízes, Tradição e Identidade”, e a importância e história das Quadrilhas Juninas como movimento cultural vivo e pulsante. O bate-papo foi conduzido pelo presidente da Associação de Quadrilhas Juninas de Campina Grande (ASQUAJU) e quadrilheiro, Lima Filho, e contou com a presença do superintendente da Funetec, Rodrigo Barreto, que em sua fala apresentou a Funetec como fomentadora da cultura na Paraíba. Ele explicou, também, como funciona o papel da Fundação na gestão administrativa e financeira de projetos de impacto pelo país, sobretudo em iniciativas voltadas à valorização da cultura.
“Estamos apoiando um evento que está acontecendo na cidade que promove o “Maior São João do Mundo”, a poucos dias da abertura oficial desta grande celebração. Estamos aqui para debater sobre a importância das quadrilhas juninas e como elas impactam e transformam, não apenas o local onde estão, mas as vidas das pessoas que fazem esse movimento ser tão vibrante e presente. Estamos aqui também para ouvir essas pessoas, para entender um pouco da sua vivência, para que possamos, a partir daí, redigir uma carta aberta sobre algumas demandas que precisam ser discutidas e apresentadas”, declarou Rodrigo.

Ainda no primeiro dia, foi realizada a oficina de Elaboração de Projetos Culturais, ministrada pelo consultor de projetos da Funetec, Gerson Abrantes. À tarde, foi a vez da oficina de pirotecnia e efeitos especiais com Mahatma Vieira (Moleka 100 Vergonha) e o painel: “Carnaval, Festival Folclórico de Parintins e São João – O que podemos aprender com essas grandes festas?” Esse painel proporcionou o encontro entre diferentes tradições culturais do Brasil para entender modelos de organização, patrocínio, profissionalização e internacionalização. Com mediação da jornalista Ana Beatriz Rocha, o painel contou com a participação de: Ericky Nakanome (presidente do Conselho de Artes do Boi Bumbá Caprichoso), Rafaela Bastos (Presidente do Instituto Fundação João Goulart, Prefeitura do Rio, VP de Projetos Especiais da Mangueira). Especialista em Economia Comportamental, Branding e Mestranda em Políticas e Análises Internacionais) e Rodrigo Menezes (vice-presidente do Galo da Madrugada).
“Fortalecer o movimento junino é importante. O público quadrilheiro, o público de Campina Grande, abraçou esse evento. Depois de uma imersão como essa, a gente sai daqui certo de que o São João deve ser o ano todo. Agora é provocar os artistas, agentes políticos e empresários,” afirmou Mahatma Gandhi, representante da Quadrilha Junina Moleka 100 Vergonha e um dos palestrantes do evento.
O primeiro dia do Festival foi concluído com uma mesa redonda com representantes do poder público e produtores culturais que discutiram os desafios e possibilidades de sustentabilidade para a cultura popular. A mesa abordou políticas públicas, incentivos e caminhos para fortalecer manifestações como as quadrilhas juninas, garantindo apoio institucional e oportunidades para quem vive da arte.
SEGUNDO DIA - No domingo, a programação seguiu no Museu de Arte e Ciência. O painel “Laboratório Imersivo: Cultura Junina, Inovação e Sustentabilidade" abriu espaço de reflexão conjunta para a construção de soluções criativas em favor do fortalecimento das quadrilhas juninas com o protagonismo de seus representantes. No último dia de evento ainda teve uma oficina de dança, voltada exclusivamente para os quadrilheiros. O evento foi concluído com a palestra ministrada pelo coreógrafo, comentarista e apresentador, Milton Cunha, que elogiou a iniciativa e se mostrou muito entusiasmado com os resultados desses dois dias. “O Coquetel Molotov é o máximo porque é pensado para que a música, inovadora, surpreendente e moderna, possa transformar o país. Como se não bastasse, abre um braço de pensamento, de reflexão e traz para a gente a troca com os artistas locais, as possibilidades de ousar, quebrar o paradigma, ser diferente,” ressaltou o coreógrafo.

Com patrocínio da AeC, por meio da Lei Rouanet, e da Funetec, Prefeitura de Campina Grande, Funjope e Governo da Paraíba. O evento é uma parceria inédita entre a Fundação e o Coquetel Molotov. “Foi um dia histórico para todos nós. Foram dois dias de história contada, vivida, narrada por quem faz o maior São João do Mundo, que são as Quadrilhas. Esses dois dias foram lindos. Cheios de esperança, cheios de resistência. A gente, como a maior empregadora dessa cidade, a A & C, tem responsabilidade com a juventude desta cidade. Na geração de emprego, na formação profissional e na formação cultural. A quadrilha é sim o maior movimento cultural não só do Nordeste, mas do Brasil.”, ressaltou Nelson Santos, conselheiro e relações institucionais da A&C.

Durante os dois dias de discussões, foram coletadas informações, desejos e reivindicações dos representantes das quadrilhas juninas. Todo esse material resultou em uma carta, que será entregue para os agentes políticos das esferas federal, estadual e municipal.
PRÓXIMA EDIÇÃO - Entre os dias 30 de maio e 1º de junho, é a vez da capital paraibana receber a edição Paraíba do Coquetel Molotov Negócios. O Largo de São Frei Pedro Gonçalves, no Centro Histórico de João Pessoa, vai ser palco de uma série de apresentações gratuitas. Com atrações que celebram a diversidade da música independente, o evento traz showcases com a potência progressiva do Papangu, a tradição nordestina de Vó Mera, às experimentações de Elon, o som empoderado de Merliah, além das misturas da Jazz & Beats Orquestra e o elogiado trabalho de Vieira.
FOTOS: Alessandro Potter
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