29 anos da Funetec: a Fundação genuinamente paraibana que conquistou o Brasil

29/04/2026 18:42:01


 

Nascida nos corredores do IFPB, a Funetec transformou o sonho de 48 instituidores em uma referência nacional de gestão de projetos 

Tudo começou em uma pequena papelaria dentro da Escola Técnica Federal da Paraíba (ETFPB), atual Instituto Federal da Paraíba (IFPB). Era a Caixa Escolar, um modesto mecanismo de autonomia financeira que, diante das restrições dos órgãos de controle, precisava se reinventar. Foi ali, naquele espaço simples, que 48 professores ousaram sonhar maior. Em 29 de abril de 1997, nasceu a Fundação de Educação, Tecnologia e Cultura da Paraíba (Funetec). 

Entre os instituidores que acreditaram na ideia de transformar a Caixa Escolar em uma fundação, estão a professora Mônica Montenegro e o professor Paulo de Tarso Henriques, que hoje olham para trás com a certeza de que o sonho não apenas deu certo, como superou todas as expectativas.

Mônica lembra que a ideia surgiu em um contexto de grande necessidade de fortalecimento da educação profissional no estado. "Tínhamos 48 sonhadores que acreditavam no diferencial que esta Fundação poderia fazer. O que nos movia era transformar conhecimento em desenvolvimento social", conta. E completa: "hoje, olhando para a Funetec, vejo que ela expandiu além dos muros da Paraíba, alcançou outras regiões. O saldo foi extremamente positivo", afirmou a professora.

Paulo de Tarso, hoje presidente do Conselho Fiscal da Funetec, explica que a criação foi uma resposta prática a um problema concreto da Escola Técnica: "a ideia original era resolver um problema da Escola Técnica Federal da Paraíba". Ele faz questão de destacar o tamanho da transformação: "uma escola técnica tem muito menos autonomia que um instituto federal. Ver a Funetec atuando nacionalmente é a prova de que aquele sonho inicial floresceu de forma extraordinária", declarou o professor.
 

Evolução destacada por seu Júlio, o crachá número 1 da Funetec contratado ainda na época da Caixa Escolar: "com essa nova gestão, nós passamos a ter benefícios que não tínhamos antes. É salutar saber que você não é só um trabalhador que cumpre expediente, há também uma preocupação com o colaborador. Isso me agrada bastante e me deixa mais feliz". Ele deixa uma mensagem: "desejo que a Funetec continue progredindo e caminhe rumo a um crescimento quase infinito". 
 

Quem também vive diariamente essa transformação por dentro é Ketlyn Gomes, coordenadora do setor de compras e licitações. Ela começou na Funetec como estagiária e hoje responde pela coordenação do setor. "É muito gratificante que uma instituição reconheça que precisamos de gestores públicos atuando na frente de organizações que têm como objetivo transformar ideias em valor para a sociedade. É muito bom não apenas ter essa oportunidade, mas ter uma instituição que reconhece seu trabalho e permite esse crescimento", celebra Ketlyn. Ela completa: "desde que entrei, o que mais percebo é a transformação e a vontade das pessoas de fazer a Fundação ser muito maior do que ela já é. Hoje ela é gigante, mas temos potencial para fazer ainda mais”.

Projetos que transformam – a Funetec em ação pelo Brasil

Quase três décadas depois, aquele sonho paraibano ganhou o Brasil. Com iniciativas que vão da formação de professores indígenas no Pará à gestão do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), passando por centros de inovação e empreendedorismo na UFPB, a Funetec se consolidou como a Fundação de Apoio que mais cresce na Paraíba. Atualmente, a instituição gerencia mais de 140 projetos, com presença em 18 estados do país, atendendo 12 instituições em três regiões brasileiras. 

No Pará, os cursos de Magistério Indígena Xikrin do Bacajá e Awaeté/Parakanã, desenvolvidos pelo Instituto Federal do Pará (IFPA), formam professores na Amazônia. A coordenadora Tatiane Costa resume bem o espírito da parceria: "o Magistério Indígena só se torna possível quando diferentes instituições caminham juntas. De um lado, o IFPA com seu compromisso com a educação pública na Amazônia. De outro, a Funetec, com seu olhar atento e sensível para apoiar projetos de impacto social real". Para ela, formar professores indígenas significa valorizar a diversidade linguística da Amazônia e fortalecer a autonomia dos povos indígenas na gestão de seus projetos educacionais.

Já no Vale do São Francisco, a Funetec faz a gestão da maior iniciativa de integração hídrica do país. Leonardo Cavalcanti, coordenador do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), conta que a escolha da fundação foi estratégica. "Em 2022, identificamos a Funetec como a que apresentava a maior preparação, com um portal do coordenador bem estruturado. Optamos por escolher a Funetec para fazer a gestão desse grande projeto". O resultado, segundo ele, é concreto: "isso trouxe celeridade e agilidade. São mais de 850 famílias impactadas, e a Funetec nos ajuda na execução eficiente dos recursos, desde compras até a gestão das equipes em campo", comentou Leonardo. 

A inovação também tem casa na Paraíba. Adriana Diniz, coordenadora do Centro Colaborador de Apoio ao Monitoramento e à Gestão de Programas Educacionais – Região Nordeste - CECAMPE, executado pela UFPB, destaca a segurança que a parceria com a Funetec trouxe. "O CECAMPE é um centro de inovação e empreendedorismo de grande magnitude, e um projeto dessa complexidade exige uma fundação de apoio eficiente, responsável e com governança sólida". Desde o início da parceria, em 2023, ela diz que encontrou na Funetec exatamente isso: "agilidade na gestão dos recursos, transparência nos processos e uma equipe comprometida com os resultados. É uma parceria que fortalece a inovação na Paraíba e dá segurança para que a pesquisa chegue à sociedade", salientou a professora. 

Parceria que vira futuro 

A trajetória da Funetec é também a história de uma relação indissociável com o IFPB — e com as instituições que, ao longo dos anos, confiaram à Fundação a gestão de seus projetos mais estratégicos.

A pró-reitora de Extensão e Cultura do IFPB, Josi Batista, lembra com orgulho das origens modestas. "A Funetec nasceu lá, no Campus João Pessoa, num espaço bem pequenininho, e tomou essa dimensão. Ela foi criada para apoiar as ações do Instituto e hoje está apoiando várias instituições, o que nos orgulha muito". E conclui: "temos feito um trabalho muito sério, e a Funetec ganha a cada dia mais credibilidade. É uma Fundação que faz valer seu compromisso social junto ao IFPB".

A reitora do IFPB, Mary Roberta, vai além. Para ela, a Funetec se tornou "o braço principal do desenvolvimento da inovação do IFPB". Ela descreve a evolução como "muito positiva" e diz que a Fundação se transformou "num instrumento de suma importância para o IFPB, para o desenvolvimento de projetos de ensino, pesquisa e extensão, e principalmente para a inovação". E completa: "é uma vitrine que fez com que outras ICTs, da Paraíba e de outros estados, enxergassem a Fundação como um instrumento de desenvolvimento".

E essa história está apenas começando. É o que diz o superintendente da Funetec, Rodrigo Barreto: "a Funetec se aproxima dos 30 anos na sua melhor fase: multiplicamos nossa equipe, alcançamos 12 instituições parceiras, conquistamos certificados de excelência em gestão de projetos". Para ele, isso não é um ponto final, mas uma vírgula. "Uma organização genuinamente paraibana, com quase 30 anos de estrada, precisa olhar para frente — para mais 30, mais 60, mais 90 anos de impacto e desenvolvimento".

Nenhuma trajetória de quase três décadas é feita de acasos. A Funetec nasceu da coragem de pessoas que recusaram o óbvio e apostaram no impossível. Hoje, essa aposta é um fato concreto: uma Fundação da Paraíba que atravessou fronteiras e se consolidou como sinônimo de gestão séria, eficiente e transformadora.

Nossos 29 anos não são um ponto de chegada, são o impulso para o que ainda está por vir.

Parabéns, Funetec! E que venham os próximos 29 anos.


Texto: Vitória Lisboa (Estagiária)
Imagens: Renato Britto/ Vitória Lisboa




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